Centro Espírita Maria Magdalena

Necessidade de reflexão para uma ação espírita

Diversos espíritos, do livro Quando a vida
responde, J. Raul Teixeira, ed. Frater, 2010.

O tempo urgente conclama-nos a uma avaliação mais profunda e clara a respeito do que vimos refletido e fazendo, em redor do pensamento formoso do Espiritismo.
Nessa hora grave do mundo, quando várias ondas provenientes do psiquismo humano se inserem e interferem no modus vivendi das comunidades, fecundando as almas e demarcando os indivíduos, que passarão a viver sob a sua influência, cumpre-nos o seriíssimo dever de atentar para o que a Doutrina dos Imortais pode oferecer em benefício da criatura, para que não se perca em suas próprias trilhas, ou como pode atuar sobre as sociedades, a fim de cooperar no progresso das massas.


Não seremos capazes, contudo, de identificar no Espiritismo essas possibilidades, tampouco conseguiremos participar, ativamente, dessa
transformação do mundo, enquanto não lograrmos a compreensão do sentido da presença espírita no planeta.


Por que os Céus enviaram ao mundo essa grandiloquente mensagem? Por que ela chegou onde e como chegou? Para que o Mundo Espiritual Superior posicionou o pensamento espírita na frequência do raciocínio e da emoção, impulsionando o indivíduo a saber e a sentir?
Qual é, de fato, o compromisso do homem inteligente na Terra? E, no bojo da missão destinada aos espiritistas, qual é, em realidade, o nosso papel? 


Há tantos pontos pouco refletidos por nós todos, o que nos dificulta pôr em prática a ação espírita plena, consciente e consistente.
Há tanta mescla dos pontos de vista pessoais com o irreprochável pensamento das Alturas, o que vem servindo para confundir os neófitos e outros que se mostram pouco afeitos aos estudos detidos e sérios, bem como à mediação profunda, perante a problematização das pelejas humanas.


Cabe-nos, assim, caros companheiros, evitar a mecanização da ação genuinamente espírita. Cabe-nos desenvolver o trabalho que nos compete, com tal ardor, com tal brilho nos olhos, que identifique nossa consciência quanto aos labores que nos honram, ao largo das experiências do movimento de divulgação doutrinária.


O espírito de fraternidade legítima e o sentimento de tolerância sem conivência com erros e equívocos são fundamentais. O tempo que passa nos
convoca ao espírito de companheirismo, de solidariedade, de vibração de alegria com os progressos alcançados, gradual e perseverantemente.
Confiantes na atuação do Celeste Amigo junto as nossas fragilidades, aos nossos empenhos e conquistas visando crescer e vencer, com certeza nós alcançaremos, unidos e vitoriosos, a esses páramos da consciência tranquila que devemos alcançar, a fim de darmos conta dos compromissos e responsabilidades da reencarnação, mantendo-nos fiéis às lições do Cristo para a vivenciação devida do Espiritismo.

Camilo

Mensagem psicografada em 21/06/2006, na Federação
Espírita do Estado da Bahia, em Salvador-BA.

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