Centro Espírita Maria Magdalena

Façamos opção pelo bem

Amado, não sigas o mal, mas o bem. III Jo, 11.


Mesmo havendo Jesus Cristo afirmado ser Ele a luz do mundo, um grandíssimo número de almas que se movimentam na Terra insiste em se enredar em telas de sombra, o que é muito triste.


Embora tenha o Nazareno concitado o ser humano à exemplificação e vivência da verdade, desde quando propôs que seja sim, sim, não, não o nosso falar, incontável é o contingente dos que, pelos caminhos terrenos, remanescem nos lodaçais da mentira, o que é de se lamentar.
Ainda quando ressoam em nossa acústica interior as bem-aventuranças do Cristo sobre os mansos do mundo, um sem-número de corações ainda persiste nas excitações do caráter agreste, espinhento, promovendo desavenças em todo lugar, o que é digno de piedade.
Apesar de termos aprendido com o Celeste Semeador, os vários ensinamentos em torno do amor, em suas tinturas mais especiais, não são poucos aqueles que continuam irosos, cheios de máculas na intimidade, fazendo do ódio o veneno com que se vão aniquilando a passos largos.

As multiplicadas lições do Mestre Nazareno foram fortemente significativas para os que com Ele conviveram. Ao deixar a sua terceira epístola, o Apóstolo João, iluminado pelas lembranças do seu suave e doce Amigo, escreveu: Amado, não sigas o mal, mas sim, o bem, deixando-nos o registro de que o que tem valor, de fato, em qualquer lugar, é o bem que se consegue realizar pelos caminhos de nossa estada no mundo. O que se passa, porém, é que existem os cascões de antigos quão renitentes costumes negativos infernizando a condição humana, o que exige muito afinco, muita disposição para suplantá-los, permitindo que os indivíduos consigam celebrar a saúde moral e deixar de lado as incongruências do comportamento, as tortuosidades do caráter, a fim de aconchegar-se ao bem, em definitivo.


Em muitos casos, parece que os humanos sentem muita dificuldade em abrir mão das desastrosas insinuações ou das ações do mal, como se temessem a adoção de novo estilo de vida e o rompimento com o envelhecido e desgastante espectro maligno.


Agora, quando as Vozes da Imortalidade novamente nos chamam ao contato do Feliz Semeador, não mais nos cabe a tibieza, a dúvida, menos ainda a fuga. O nosso dever é o de nos ajustarmos aos preceitos espirituais da celestial mensagem, realizando o grande e exigente esforço por conhecermos a nós mesmos, de modo a fazer com que nossas terrenas estradas haja sempre flores de virtudes a enfeitá-las, blocos de verdade a pavimentá-las e luzes de amor como seu dossel natural.


Se nos inteirarmos de tudo isso, concluiremos que, sem qualquer dúvida, não há por que prestarmos louvores ao mal e a todo seu séquito, quando tomamos conhecimento do inderrotável bem, favônio de Deus e orvalho de Jesus para todos  nós.

Marília Barbosa
Mensagem psicografada em 28/03/2009,
na cidade de Marília-SP.

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