Centro Espírita Maria Magdalena

Mensagem recebida, em dezembro de 2018, de um irmão no plano espiritual:

Caros amigos,

Estávamos refletindo sobre o caso João de deus. Sabemos que os depoimentos podem ser aumentados pela carga emocional, porém os fatos relatados nas suas devidas proporções ocorreram. Sentimos uma tristeza interna por toda uma obra e pelo próprio médium envolvido por várias acusações.

De certo modo, casos como este, representam um duro golpe na linha espiritualista. Sabemos também, ao analisar os históricos dos médiuns envolvidos nesta linha/tipo de cura, que muitos, de um modo ou de outro, tiveram um finalizar encarnatório conturbado e trágico. Nesta linha/tipo de cura há a projeção social, são atendidos políticos, personalidade públicas em geral, as estrelas da mídia – dentro deste caldeirão fervente, o ego domina o médium sem ele perceber, a condição de simples instrumento passa para uma condição de quase “deus”.

Neste momento, mais uma vez, os opositores do Cristo triunfam de modo efêmero, em seus planos sórdidos contra a humanidade. Parte da medicina puramente capitalista se levanta para apontar as consequências daqueles que procuram tal linha de cura, ainda chamam todos médiuns que se dedicam ao próximo de curandeiros, procurando denegrir a palavra, bem como a medicina espiritualista e energética.

Neste momento, para dissipar este quadro de sombras, devemos exercer nossa compaixão sobre o médium João de deus e nos lembrarmos da parábola da adúltera, pois nosso irmão em Cristo neste caso, pode ser considerado um adúltero:

Então, os escribas e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e, pondo-a de pé no meio do povo, disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba de ser surpreendida em adultério; ora, Moisés, pela lei, ordena que se lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião? ”  Diziam isto para o tentarem e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra com o dedo. Como continuassem a interrogá-lo, Ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra. ” — Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no chão. Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram, um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a mulher, colocada no meio da praça.

Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? ” Ela respondeu: “Não, Senhor. ” Disse-lhe Jesus: “Também Eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.

Esta é a compaixão que devemos ter ao médium João, não atirar a pedra e desejar ele vá e não torne a pecar.

Quanto as linhas espiritualistas é preciso ter mais atenção, cuidado, manter um estado de alerta constante dentro do vigiar e orar. Apoiar ao médium que se evidencia na cura, não transformar o médium em um deus, acompanhar seus atendimentos, avaliar seu desempenho e atitudes. Além disso, manter o Evangelho como bússola constante nas aberturas dos trabalhos, sessões públicas, etc, pois somente a fraternidade Crística tem o poder de nos proteger e colocar as trevas no seu devido lugar.

Para terminar, podemos perceber, que no momento crítico que vive nosso Brasil, um fato como este aparece para esmorecer nossa fé. Precisamos dar prova de quem nós somos e em quem nós acreditamos. Nos lembremos das palavras de Paulo:

Se Deus é por nós, quem será conta nós?

 Tudo posso naquele que me fortalece.”

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